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terça-feira, 14 de maio de 2019

Acerto de contas...


A sorte foi lançada, as cartas estão na mesa, a Libertadores nos entregou um sorteio tenso na noite de ontem (13/05/2019) em Luque, sede da CONMEBOL no Paraguai.

Entre potes e sortes, um GreNal se desenhava na medida em que os clubes eram sorteados e a dupla gaúcha permanecia “escondida” nas bolinhas que definem o caminho dos times em busca do título.

Porto Alegre se preparava para uma noite de “psicopatia y caos” digna de copa, digna de fim do mundo, um apocalipse adiado para uma possível semifinal, não deu GreNal, porém ambos no mesmo chaveamento, o rival repetirá o confronto da primeira fase contra o Libertad, o Inter, ah o Inter, eis que teremos um confronto gigante, cercado de história, contra o conhecido Nacional do Uruguai.
Foto: Twitter @SCInternacional

Internacional contra Nacional, colorado x bolso, Nico López contra seu time do coração, os uruguaios relembram o título de 1980 contra o Inter, o segundo deles, conquista que nos tirou a possibilidade de libertar a América mais cedo, nada que o tempo não fosse capaz de curar, a ferida ficou aberta por 26 anos, até chegar 2006 e com Fernandão, Sobis, Eller, Clemer, Rentería e companhia os fantasmas foram exorcizados, a Copa até então só mirada, foi tocada pelos vermelhos de Porto Alegre, a campanha até o título nos brindou com 4 enfrentamentos contra o clube de Montevidéu, guerra.

"Em 1980 os uruguaios levaram a melhor." (Foto:clicrbs.com.br)

"Em 2006, Rentería fez um golaço no Parque Central." (Foto: MIGUEL ROJO/AFP/GETTY IMAGES)

Na fase de grupos um enorme 3 a 0 no Beira-Rio e um tranquilo 0 a 0 no Parque Central, no sistema antigo de classificação, as campanhas obrigaram um novo cruzamento nas oitavas, e copamos na terra de Eduardo Galeano, numa remontada 2 a 1 para o Colorado, o dia em que Rentería fez um gol antológico e deu aula para Luisito Suárez, o dia que Ediglê apresentou a sola das chuteiras para o atual 9 do Barcelona, um jogo vivo na memória do torcedor do Inter, na volta os uruguaios como costumeiramente fazem deram a vida no Beira-Rio, um empate sem gols com tensão do início ao fim, dois gols uruguaios anulados com muita polêmica, sofrido e brigado, passamos rumo ao título.

"Em 2006,Ediglê foi expulso após pisotear na época o jovem Suárez." (Foto: youtube.com)

No ano seguinte em ressaca após ganhar o Mundo, o Colorado caiu na fase de grupos da Libertadores vergonhosamente, o Nacional estava lá, para ficar em segundo no grupo, brigou pela vaga com a gente e levou, passando para as oitavas junto com o Vélez e nos deixando de fora da disputa continental, mais culpa nossa do que deles é bem verdade, mas era a vingança tricolor, estão em débito com a gente, e 2019 chegou para quitar essa conta.

A Libertadores para (em  campo) e só volta em julho após a Copa América, até lá viveremos noites de Brasileirão e Copa do Brasil, mentindo para nós mesmos que é o que importa, porém a verdade é que a cabeça do torcedor já está lá no Parque Central, o frenesi de uma noite como aquela de 2006, a volta que promete um Beira-Rio infernal, com feridas curadas ou não, cicatrizes deixadas, monstros do passado, heróis do presente, de 1980 a 2007, a história escrita terá uma nova página, Inter e Nacional em busca do acerto de contas na alucinante e delirante viagem em busca da glória eterna da América.


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