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quinta-feira, 16 de maio de 2019

O que está acontecendo no Galo afinal?


O Atlético versão 2019 é um time curioso... às vezes, como seu torcedor, parece ser “bipolar”! De eliminado na libertadores – com direito a vexames -, de derrotado na final do mineiro (ok, para o VAR, mas perdeu, e não vinha jogando bem, convenhamos), a 4º colocado no campeonato brasileiro, com 75% de aproveitamento; 3 vitórias em 4 jogos, 3 vitórias por 2x1, com direito a gols no final das partidas em 2 jogos FORA de casa em 2 partidas seguidas (espera um pouquinho:  nos acostumamos a LEVAR gols no fim das partidas, não a fazê-los; sensação estranha, né?)... de “brinde”, ainda tivemos mais uma vitória por 2x1 FORA de casa, na despedida da Libertadores. De resto, apenas 1 derrota para o melhor time do Brasil atualmente, mesmo assim jogando de igual pra igual; e ontem, fazendo o mesmo com o “time sensação” no momento, o Santos de Sampaoli no Independência, no empate em 0x0 pela Copa do Brasil.  Afinal, o que está acontecendo?

Antes de mais nada, adianto que não me iludo: não acho que vamos brigar por título, e se uma vaga na libertadores vier, será um lucro absurdo! Até temos um time titular interessante, mas não temos ELENCO! E uma competição de regularidade necessita, antes de mais nada, de um elenco forte.

No entanto, a pergunta que o título do texto faz cabe: afinal, o que aconteceu? Porque essa mudança de uma hora para outra? Do nada, jogadores que não rendiam absolutamente nada começam a jogar, a serem destaques, a ter vontade em campo em vez de apenas serem “torcedores privilegiados em campo”, como aconteceu diversas vezes no ano...

Na verdade, a resposta não é tão difícil: saiu um técnico (Levir Culpi) que não tinha o grupo na mão; com conceitos de futebol ultrapassados; que não conseguia dar um MÍNIMO de padrão de jogo ao time; que não estuda/ pratica os conceitos do futebol moderno, entre outros vários defeitos... e entrou outro (Rodrigo Santana), que é exatamente o oposto: Rodrigo é da nova safra de treinadores brasileiros, e por mais que seja técnico há apenas 8 anos, deu mostras de sua  capacidade quando dirigiu a URT por 2 anos e levou o time do interior de Minas Gerais às semifinais do Campeonato Mineiro as duas vezes. Era um time bem montado, bem treinado, com padrão definido, e que causou muita dor de cabeça aos times da capital. O GALO então, após algum tempo, o trouxe, e estava dirigindo o time Sub-20. Se observarmos bem, não fez grandes mudanças, apenas não inventou. O time do Atlético hoje é compacto, não se afoba, a defesa não sai desesperada deixando Victor sozinho, e a bola chega à frente com um pouco mais de qualidade. “Ahh, mas ainda perdemos muitos gols...”. Sim, no entanto estamos criando mais, e paramos de “morrer no 2º tempo”, como sempre acontecia com o time de Levir – ainda não estamos com o condicionamento físico ideal, mas antes, com 10,15 minutos o time já estava com a língua de fora -. A questão dos gols perdidos é algo que ainda vai levar um tempo. Assim como a bola aérea defensiva. Ainda assim, melhoramos muito em alguns pontos. Antes, era um Deus nos acuda todo jogo, os adversários chegavam toda hora com muita facilidade. Rodrigo conseguiu arrumar o meio para impedir os “bombardeios” que vinham toda hora em nossa defesa, especialmente no 2º tempo. Prova disso é como Elias subiu de produção, e até o então contestadíssimo Fábio Santos (que realmente não vinha jogando NADA há muito tempo) melhorou. No ataque, acabaram algumas “invenções”: Chará – que já vinha evoluindo paulatinamente durante a temporada -, NÃO joga mais fora de posição, como Levir o colocava direto: joga NA DELE, e ponto final! A não ser que uma mudança se faça necessária, como no jogo contra o Ceará, já no 2º tempo, mas não é mais “regra”; aí é um caso de necessidade. Está na dele, e rendendo muito bem. Guga tem crescido a olhos vistos – tanto que acaba de ser convocado para a seleção olímpica -. É um dos líderes em vários quesitos no brasileiro: assistências, cruzamentos, entre outros. Claro, ainda tem o problema defensivo, mas Levir não conseguia extrair nem mesmo sua capacidade ofensiva. Estava mal, e já sendo queimado pela torcida. Geuvânio enfim virou titular, e tem sido um dos destaques do time.

Significa que o time mudou da “água pro vinho”? Que agora “ninguém segura”? Que “podemos sonhar”? De jeito nenhum! Ainda temos muitos defeitos a corrigir. Mas é nítido que, se nosso time não é nenhum “esquadrão”, nenhuma maravilha, também não é a porcaria que “iria disputar pra não cair” como os mais pessimistas já previam. O ponto que ainda precisa ser corrigido com maior urgência, em minha opinião, é a pontaria, e o maior questionamento é a titularidade de Ricardo Oliveira: entendo o que Rodrigo Santana quer dizer quando fala que o Pastor tem contribuído muito com a marcação, tornando mais difícil a penetração do adversário. Ok, é importante essa força defensiva com o centroavante sendo o primeiro marcador. Só que Ricardo Oliveira tem perdido muitos gols. E aí não tem como defender. O jovem Alerrandro, que viveu grande fase no Campeonato Mineiro – ou mesmo Rafael Papagaio, que veio emprestado do Palmeiras – merecem no mínimo serem testados adequadamente, para ver se não merecem uma chance. No último jogo do GALO pela Libertadores mesmo, contra o Zamora, Alerrandro foi lá e meteu 2! Seria interessante colocar o moleque com os titulares (já que nesse jogo foi o time quase todo reserva), não?  Sem contar que “um banquinho faz bem” pra todo mundo. Não mata ninguém. E Ricardo Oliveira já teve chances demais para ficarmos dependendo do dia em que estará “iluminado”.

Acredito sinceramente que o Atlético deveria manter Rodrigo Santana. Diferente de Larghi – que nunca tinha dirigido um time de futebol, era analista de desempenho há anos -, Rodrigo já é treinador, o grupo comprou sua idéia, o apóia, tem subido de produção... e é um cara humilde. Já disse por exemplo que se o clube contratar outro treinador, está à disposição para permanecer na comissão técnica, que quer aprender. Esse tipo de profissional deve ser valorizado. Considerando o trabalho realizado até agora, só pelos resultados do desempenho dos jogadores e o padrão que começa a aparecer mesmo com pouco tempo de trabalho, creio que deveria ser dada a chance. Temos visto bons profissionais aparecerem nos últimos anos, quando realmente são BANCADOS pelas suas diretorias. Porque não o GALO fazer o mesmo? E realmente acredito que possa dar certo.

#AQUIÉGALO #BORAGALÃO #EUACREDITO #EFETIVAOSANTANADIRETORIA

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Renato Mello


Foto: www.atletico.com.br


Por: Renato Mello
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