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quinta-feira, 16 de maio de 2019

QUASE CHEGANDO AS 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS


Domingo, 26 de Maio, no Indianapolis Motor Speedway acontecerá a 103ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, a corrida mais tradicional e antiga do mundo!  Seu charme só é comparável ao GP de Mônaco (Fórmula 1), entre aquele, aquelas que qualquer piloto deseja vencer, e que se não conseguir dá a sensação que “faltou algo” na carreira. É tão diferente que, não raras vezes, pilotos de outras categorias se inscrevem apenas nesta prova do calendário da Indy (por exemplo, Fernando Alonso em 2018; esse ano o espanhol correrá pela segunda vez, em um McLaren / Chevrolet. Importante ressaltar que a McLaren tem um projeto para entrar em definitivo na categoria, e o brasileiro e ex-bicampeão da Indy e vencedor da Indy 500 Gil de Ferran, faz parte da equipe). O atual vencedor da prova, Will Power, terá outros 32 concorrentes a tentar desbancá-lo nas 200 voltas do oval. Entre eles, 2 brasileiros que já venceram lá: Helio Castroneves (2001/2002/2009) e Tony Kanaan (2013). O GP terá transmissão da Rede Bandeirantes, iniciando às 13:45.

Um pouco de história...

Em 1906, o vendedor de carros Carl Fisher deu a idéia de se construir uma pista para testar os carros dos fabricantes de automóveis, pois as vias públicas se encontravam em péssimo estado. Assim surgiu o Indianapolis Motor Speedway. Foi construído sobre 132 hectares de terras agrícolas, a 8 km noroeste do centro de Indianapolis. Inicialmente, a idéia era que ocorressem algumas corridas esporádicas para provocar a competição entre os fabricantes, que mostrariam do que seus carros eram capazes frente aos concorrentes, e em frente ao público que fosse ver esses eventos. O prêmio para o vencedor da corrida de 500 milhas seria o maior já pago por um evento deste tipo.
Assim, em 30 de maio de 1911, 40 carros  se perfilaram pela 1ª vez para fazer história: o vencedor foi Ray Harroun, dirigindo um Marmon Wasp, e levou para casa o prêmio de 14.250 dólares. Assim se iniciou uma das mais belas histórias do automobilismo mundial: as 500 Milhas de Indianapolis.

Sobre o ano passado...

A Indy 500 de 2018 teve como vencedor Will Power (Team Penske/Chevrolet), com Ed Carpenter (Ed Carpenter Racing / Chevrolet) em 2º, e Scott Dixon (Chip Ganassi / Honda) em 3º, fechando o pódio. Foi uma corrida bem movimentada, com 159 voltas sob bandeira verde, e 30 trocas de liderança divididas entre 15 pilotos. Um dos pontos a se destacar nesta corrida foi,sem dúvida, a reação espetacular de Alexander Rossi, largando em 32º e chegando em 4º! Já os brasileiros Hélio Castroneves (Team Penske /Chevrolet) e Tony Kanaan (A.J. Foyt / Chevrolet), infelizmente abandonaram. Tony chegou a liderar a prova, e após um pneu furado ainda proporcionou um dos melhores momentos da corrida, ao ultrapassar 5 pilotos de uma vez em uma relargada! Castroneves ainda cravou a melhor volta... mas não deu. Já o novato  Matheus Leist terminou em 13º; estava bem na prova, e poderia ter chegado nos pontos, mas teve uma relargada ruim e não deu. Sem problemas. O garoto mostrou que é bom, e foi o melhor estreante da prova! Quem sabe esse ano nossos 3 representantes – 2 deles já tendo vencido a Indy 500 – possam ter melhor sorte? Aguardemos.

E em 2019...?

A Fórmula Indy chega às 500 Milhas de Indianápolis com a seguinte classificação no mundial de pilotos:

1 - Josef Newgarden (EUA) – PENSKE : 182 pontos
2 - Scott Dixon (NZL) – GANASSI :          176 pontos
3 - Alexander Rossi (EUA) – ANDRETTI: 146 pontos
4 - Simon Pagenaud (FRA) – PENSKE :   138 pontos
5 - Takuma Sato (JAP) – RLL :                  132 pontos
6 - Will Power (AUS) – PENSKE :              119 pontos

Os brasileiros Matheus Leist (FOYT), Tony Kanaan (FOYT) e Hélio Castroneves (PENSKE), estão em 16º,22º e 27º lugares, com 78, 66 e 09 pontos, respectivamente.
É interessante notarmos que os 3 primeiros colocados são das 3 gigantes da categoria; diferente de outras épocas, não há uma equipe dominando com seus pilotos a disputa pela ponta.
Importante também lembrar que as 500 milhas “distribuem” mais de 100 pontos, pois nessa prova a pontuação é dobrada; um erro, uma batida, pode custar o campeonato, posto que nas outras provas não há essa chance.
Ainda, temos o vencedor do GP de Indianápolis em 4º no campeonato; Simon Pageneaud venceu a prova debaixo de chuva, e os boatos no paddock dizem que após este desempenho, a Penske já decidiu que ele será titular na equipe; péssima notícia para Hélio Castroneves, que há um bom tempo sonha em recuperar a posição. A conferir...
Como se não bastasse, há Will Power em 6º lugar; o atual vencedor da prova e campeão do mundo em 2014, com certeza quer  manter o troféu da Indy 500 e recuperar o título da categoria, e para isso essa prova é fundamental!
Pode-se ter surpresas? Claro, afinal é Indy, não Fórmula 1, Mas da forma como o campeonato se desenha até o momento, somado ao histórico dos primeiros colocados na própria pista, acho mais difícil. Mas sim,tudo pode acontecer. Já tivemos calouros vencendo essa prova, como em 2016 ocorreu com o próprio Alexander Rossi, e antes, em 2001, tinha acontecido com Hélio Castroneves. Mas em “condições normais de temperatura e pressão”, os favoritos para a vitória em minha opinião ficam entre esses 4: Newgarden, Dixon, Rossi e Power (sim, estou desconsiderando Takuma Sato; não creio que seu RLL possa fazer frente a esses 4 nesta prova. Mas é apenas uma opinião).
Enfim... como de praxe, podemos aguardar mais uma corrida sensacional no próximo dia 26 de maio! Se você realmente curte automobilismo, marque no seu calendário, e se prepare para um verdadeiro show na pista mais mitológica do mundo!!!

Curosidades...

 - Bate-Bate e mau perdedor:
 No 1º 500 Milhas de Indianapolis, em 1911, já na 13ª volta aconteceu um acidente envolvendo muitos carros; o caos que se seguiu fez com que a pontuação fosse temporariamente suspensa, ocasionando uma confusão em relação ao resultado final: o vice-campeão da prova, Ralph Mulford, contestou o resultado exigindo ser proclamado vencedor... mas o 1º lugar ficou mesmo com Ray Harroun, que foi quem entrou para a história.

 - Quem não tem parceiro, vai com espelhinho...
 Ray Harroun correu em 1911 sem um mecânico ao seu lado para lhe informar a situação dos outros carros na pista; por isso, instalou um espelho retrovisor – algo que ainda não existia nas pistas - , o que facilitou muito sua prova.
 - Olha os “brazucas”!!!!!!!!!!!!!!

O Brasil já venceu 7 vezes as 500 Milhas de Indianápolis, com 4 pilotos: Emerson Fittipaldi (1989/1993) ; Hélio Castroneves (2001/2002/2009) ; Gil de Ferran (2003) ; e Tony Kanaan (2013) .

 - “Nossa Equipe” nas 500 !!!
Das 7 vitórias brasileiras nas 500 Milhas , 6 foram com brazucas na Equipe Penske (89,93,2001,2002,2003 e 2009). Somente em 2013, na última vitória com Tony Kanaan, foi por uma equipe diferente: Tony venceu com a Equipe KV .

 - Vem, querida... só falta você...
Fernando Alonso, que correrá em Indianápolis pela 2ª vez, tenta um feito raro: conquistar a “Tríplice Coroa do Automobilismo”. Ele já venceu o GP de Mônaco (F-1) e as 24 Horas de Le Mans. A Indy 500 é a última que falta. Segundo o próprio Alonso, vencer em Indianápolis pode ser a vitória mais importante de sua vida!


É isso, galera! E aí? Curtiram o texto? Faltou algo? Querem sugerir alguma coisa? Sem problemas: Deixem nos comentários aí o que acharam, sentem o dedo no teclado sem dó! Aqui queremos e precisamos das críticas e sugestões de vocês, para melhorarmos cada vez mais! Participem das nossas redes sociais, entrem em contato, e vambora!!!
Grande abraço a todas e todos,
Renato Mello

foto: indycar 


Por: Renato Mello
Twitter: @mellorenato
            @vaiquetotevendo



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