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terça-feira, 12 de março de 2019

Colton Herta foi destaque na abertura da Indy

Que a estratégia da Penske com Josef Newgarden para rumar à vitória, foi destaque, ninguém pode contestar. Mas mediante uma corrida que não teve lá muitas emoções, até porque, com os atuais kits aerodinâmicos, para ultrapassar o carro que vai à frente, é necessário ter 'aquilo roxo' e muita habilidade para ter controle do carro e fazer a manobra, como nos casos de Felix Rosenqvist e Scott Dixon, diante Will Power.
Isto posto, faço uma ressalva para aquele o qual considero como o piloto de melhor desempenho no final de semana: Colton Herta.
Mas James Hinchcliffe ganhou o que hoje é a 'Fórmula Indy B' -- aquela que competem todos, menos Penske, Ganassi e Andretti --? Sim, porque foi sétimo colocado, e contou além de uma pilotagem e estratégia decentes, com um desempenho ruim de Marco Andretti e quebra de motor do auto de Ryan Hunter-Reay. Caso contrário, Hinch seria 9° e não 7°. E ainda há o adendo de Herta ter chegado na oitava colocação, atrás do canadense da Schimidt Peterson.
Todavia, analisando o final de semana como um todo, Colton teve um desempenho excelente para um novato na categoria, durante todo o final de semana. É bem verdade que Rosenqvist terminou na P4, e guiou muito bem. Mas está numa Ganassi que dá mostras de estar forte para brigar por vitórias e título em 2019. E não bastanto tais adendos, Herta anda num carro que possui aporte da Andretti, na parte eletrônica. Mas o jovem de 18 anos esteve bem durante todas as as atividades no final de semana.
A Harding-Steinbrenner ofereceu um carro que permitiu condições para o filho do ex-piloto Bryan Herta, andar em um rítimo muito interessante. Tendo no treino classificatório, marcado tempo para estar no fast-six e ter disputado a pole - position. Só que o terceiro mais rápido na segunda fase do qually foi anulado, devido ao fato de 'Hertinha' ter atrapalhado a última tentativa de volta rápida no fast-12. Caso o contrário, o piloto americano do #88 iria largar ao menos em 6°. Porém, partiu da P12.
Mas quem esperava um piloto se complicando no meio do pelotão, ou tendo problemas nos pit-stops, acabou se enganando. Contando com abandonos e uma pilotagem sólida, o piloto único da equipe que estreou em uma temporada integral da Fórmula Indy em 2018, se saiu muito bem. Com um excelente oitavo lugar, a primeira impressão que foi passada, foi muito boa.
Durante a temporada, haverão oscilações. Isso é normal em qualquer coisa decorrente no ciclo da vida. Mas vale a pena ficar de olho nesse piloto que pode dar muito o que falar na temporada, e que desde os testes de offseason mostrou desempenho bom e consistente. Principalmente com uma equipe que dá sinais de boa estruturação e competitividade, apesar de orçamento extremamente curto. Mas que contará com um piloto com certa rodagem nas categorias de base da Europa e Estados Unidos, e ao que parece, sedendo por vôos maiores na Indy e na carreira.


Foto: Divulgação/Facebook/Harding-Steinbrenner Racing








por: Leonardo Bueno

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