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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Coluna Do Chefito: Por que não jogar sempre assim, Palmeiras?

Nada apagará a vergonha que o Palmeiras protagonizou, ao ser eliminado de forma ridícula no "Paulistinha", por uma equipe que até alguns dias atrás era um catado de jogadores em campo e motivo de chacota nacional. Chacota essa que o Palmeiras se tornou após a QUARTA disputa de pênaltis perdida de forma consecutiva e DÉCIMA SEGUNDA ELIMINAÇÃO EM TORNEIOS ELIMINATÓRIOS no século.

Bem como nada apagará a embecilidade de alguns retardados que se dizem torcedores, que pixaram os muros e apedrejaram o ônibus com a delegação palmeirense, durante a última quarta-feira (10), dia em que o Palmeiras venceu e bem o Junior Barranquilla - COL por 3 a 0. Mas vitória que ficou em terceiro plano diante os problemas de vestiário revelados, egos inflados e outras idiotices divulgadas, que infelizmente procediam.

O clima pelo que foi constado no Allianz Parque, era hostil. Particularmente não vi o jogo ao vivo, e vi em VT ao amanhecer. Mas confesso que estava sem tesão para acompanhar o jogo, diante de tamanha vergonha que minhas retinas presenciaram. Todavia acompanhei, em respeito ao clube e manto sagrado da verdadeira #FamíliaPalmeiras e pude notar que apesar da pixotada de Luan, o qual quase marcou um belo GOL CONTRA, e duas finalizações de Matías Fernandéz, o Palmeiras não foi muito exigido defensivamente, muito em função do bom posicionamento defensivo da equipe, principalmente com Gustavo Gómez e Felipe Melo, que tiveram excelentes desempenhos.

Ofensivamente, o Palestra seguiu da mesmíssima forma de criação de jogadas e variações, desde o retorno de Luiz Felipe Scolari ao Verdão. Foi um plano da mesma forma aplicado para sucessos e insucessos. A mesma forma aplicada nas eliminações da Copa do Brasil e Copa Libertadores de 2018, Campeonato Paulista de 2019 e conquista do Campeonato Brasileiro de 2018. A maior mudança vista, foi de atitude.

Ricardo Goulart que fisicamente ainda sofre, foi sacado da equipe titular. Zé Rafael entrou em seu lugar, e mesmo não tendo jogado em seu ápice técnico, correu muito e se doou em campo por seus companheiros. A equipe num todo correu e disputou cada posse de bola da forma em que o torcedor palmeirense espera. Bem diferente do histórico recente em decisões.

Deyverson, bem posicionado fez o primeiro gol, Dudu em um belíssimo chute, à lá Palmeiras 2x0 Colo Colo, e Hyoran em uma jogada genial de Dudu, que com um toque de calcanhar, deixou goleiro e defensores do Junior perdidos, dando ao camisa 28 alviverde apenas o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol.

Vitória justa, três pontos conquistados, mas: POR QUE NÃO TENTA SEMPRE JOGAR ASSIM, PALMEIRAS? Ah, mas a equipe colombiana gosta de ter a posse de bola e atacar bastante. Assim, contra equipes que não se retrancam, o time de Luiz Felipe Scolari rende mais. Procede até a página 3. Pois diante da equipe colombiana, a equipe defendeu quando foi preciso, e atacou quando necessário. Encontrou um equilíbrio para atuar, e com defesa e meio campo encaixados no sistema de marcação, velocidade na retomada da posse de bola ou início de jogadas, pôde o Porco executar uma boa forma de jogar futebol.

Reafirmo que a forma em que o Palmeiras joga, é a mesma. Mas a vontade de vencer era bem maior que a do oponente. Fatores de torcida revoltada e pressão interna no clube, corroboraram para isso. Uma Pena que os atleras às vezes peguem no tranco. Todo mundo no fim das contas, perde por isso. Perde estadual, Copa do Brasil e Libertadores recentes.

E em meio a tudo isso, é bom deixar claro algumas coisas a respeito de opções de jogadores. Já que Zé Rafael recebeu oportunidade para jogar uma partida desde seu início de forma inicial, apenas pela terceira vez na temporada. Saiu de campo no fim da partida com cãimbras, e deu lugar à Goulart. Este que teve sim discussão com Dudu, a ponto do camisa 7 palestrino celebrar o gol dando um abraço no sósia do Padre Fábio de Mello.

Mas desavenças existirão em todo e qualquer lugar de trabalho. Até mesmo na própria casa existem. Mas foram reveladas após novo insucesso. E Felipão que cobra de forma dura os jogadores, de forma correta, diga-se, parece que parou de ser teimoso, para apaziguar as cobranças sobre ele.

O atual treinador campeão nacional percebeu que Zé Rafael treina bem e pode jogar não somente na função de Dudu. Pode jogar em outros setores do ataque, e ajudar na marcação na mesma intensidade que ataca. Antes se notava que o treinador não pensava em escalar Dudu e Zé no mesmo time. Mas ele notou que isso é possível, mesmo que a ficha tenha caído em um momento de pressão acima do normal.

Agora, Matheus Fernandes e Alejandro Guerra jogarão quando? O rodízio de jogadores será reimplantado de forma efetiva, e não somente no sistema defensivo e centroavante? Como extrair um bom desempenho de Lucas Lima? Arthur Cabral terá mais espaço? Cadê o Borja? Sairá do clube ou deram um tempo para ele refrescar a cabeça? Questões que saberemos a respostas nos próximos dias.

Mas foi importante vencer o Junior, chegar aos 9 pontos e encaminhar a vaga para a fase oitavas de final da Libertadores. Agora, é colocar os nervos e cabeça no lugar, visando se recuperar ainda mais e retomar o trilho da "tranquilidade" e de sucessos e triunfos.




Foto: Marcello Zambrana/AGIF



por: Leonardo Bueno

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