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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Por medo de atacar, Allegri será demitido

O futebol é o que é, da forma em que amamos, por ser injusto na maioria das vezes. Nem sempre o melhor vence, e existem diversas formas de vencer, quase todas lícitas. Mas ver quem de fato busca a essência do esporte de forma aguda e se impondo mais em sua metodologia de jogo, faz nos remeter a situações de que apenas se defender esperando um ou outro contra ataque,  não serve em situações de extremo nível. Não vou falar sobre valores individuais neste post. Pois a essência desta humilde análise, é sobre uma tendência mundial que PODE estar com os dias contados, caso outras equipes e treinadores mudem sua mentalidade de se buscar vitórias e conquistas.

Mas no triunfo do Ajax sobre a Juventus, na última terça (18) ficou claro que o pragmatismo cada vez mais não tem espaço em alto nível. Sim, em alto nível. Pois mesmo no Brasil, tendo vários times extremamente competitivos mas por muitas vezes previsível, essa metodologia de futebol funciona. Haja vista que atualmente, o futebol brasileiro anda em um terceiro escalão no futebol internacional.

Mas onde quero chegar em meio a tudo isso? A PÉSSIMA MANEIRA EM QUE MAXIMILIANO ALLEGRI conduziu sua equipe nos confrontos contra o Ajax. Sempre no 4-4-2, sem buscar, de fato, ser mais incisivo, ousado e dar mostras de que queria buscar a classificação tentando vencer o seu adversário. Jogou em uma forma clara em que "regulamento embaixo do braço" servia, e nada importava para segurar a vantagem, que até aumentou após MAIS UM gol de cabeça de Cristiano Ronaldo em fases eliminatórias da Champions League. Mas convenhamos, mesmo que tenha um jogador altamente vencedor e de nível de excelência acima de qualquer medição humana, como no caso de CR7, é muito pouco depender apenas de UM jogador para ser agudo na busca de gols.

Allegri pensou que 1 a 0 era goleada, e que poderia travar a equipe holandesa. Salvo engano. A equipe de Amsterdã não alterou em nenhum momento a sua postura de atacar -- quando não foi marcada em sua saída de bola --. Sendo que a Juve até encontrar-se com placar que lhe desse vantagem na partida, buscou atacar e atacar. Mas parou de buscar o gol e se contentou com a vantagem que tinha. E isso foi fatal para as pretenções da equipe italiana, ainda mais mediante uma equipe que quando não foi fortemente marcada desde saída de bola, foi extremamente ofensiva e agradável de se acompanhar. Bem como foi em quase toda a sua trajetória na edição 18/19 da Liga dos Campeões.

Se por um lado, Erik Ten Hag manteve sua metodologia de jogar, que o fez superar de forma contundente o Real Madrid, com uma goleada na Espanha, Allegri se retraia de forma covarde e não demonstrara uma alternativa ofensiva para escapar dos ataques holandeses.

Van Der Beek e De Ligt marcaram para a equipe da Holanda, e poderiam ter tidp a compania de mais autores de gols, caso Sczescny não tivesse evitado pelo menos mais duas chances agudas de finalização em gol. Onana arqueiro da equipe visitante, pouco trabalhou na etapa final de partida e após os 35' da segunda etapa, deu um sintona do quão inoperante o treinador da "Velha Senhora" foi, na busca pela essência do futebol em prática: O GOL.

É evidente que se defender bem é muito importante. Mas a partir do momento em que a força ofensiva que pode ser produzida, é abdicada com a visão de não sofrer gols, a essência de busca por resultado se torna um fracasso, como foi para a equipe juventina. Até o Manchester City saiu com mais honra da competição do que a equipe italiana. Buscou incessantemente marcar gols, e por muito pouco não seguiu adiante na UCL, naquele que foi o melhor jogo da década até o momento, em um retundante 4 a 3 sobre o Tottenham (4 a 4 no agregado) que classificou pelo NÚMERO DE GOLS MARCADOS COMO VISITANTE.

A imprensa italiana já dava como certa a saída de Maximiliano, caso não conquistasse a maior competição continental de clubes do planeta. E mesmo com 17 pontos de vantagem para o 2° colocado do Campeonato Italiano, o futebol engessado, previsível e que pouco perde, não será mais suficiente para manter o atual treinador do cargo. Pois é complicado cair nas quartas de final da Copa Da Itália para a Atalanta, por 3 a 0, e ser eliminado com um desempenho de certa forma, ridículo em aspectos técnicos, táticos e até anêmicos por parte da equipe de Turim, que possui bons valores e ganhou mais força com Ronaldo, mas fracassou diante o medo de atacar. Ou seja, Ciao Alegri!









Foto: FotoSap/Reprodução/A Bola








por: Leonardo Bueno

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