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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O Fator Determinante


O Futebol evolui, evolui e evolui, mas o fator determinante é o mesmo: a Raça, a vontade, ou como se diz atualmente: a Intensidade.

Foto: Ricardo Moreira/Fotarena/Agencia O Globo.

            Acompanhando o campeonato brasileiro, que ó mais próximo, fica claro que a intensidade é o fator principal dos times de sucesso. O Campeão com sobras Flamengo, Santos, Athlético e Grêmio comprovam isso de forma claríssima. Na Europa isso também fica claro, o Liverpool de Klopp é um ótimo time, com ótimos jogadores, mas certeza que se não fosse a intensidade imposta em todas as partidas pela equipe, não seria considerada hoje a melhor equipe do Mundo. Não é um elenco mais incrível que todos se comparado a Barcelona, Real Madrid, Juventus, City, PSG, mas com certeza é um time que joga melhor, que não depende de um ou outro para obter êxito, que é intensa nos 90 minutos independente de quem joga ou não ou com quem joga.

            O fator tático evoluiu demasiadamente nesse século no futebol em todo mundo (no Brasil a passos curtos), Guardiola com o Barcelona revolucionário do toque de bola, domínio de jogo e marcação alta. O Real Madrid de Zidane e o Liverpool de Klopp com a atual marcação alta, pressão intensa após a perda da bola e com um jogo extremamente verticalizado e objetivo. A Inter de Mourinho com seu 4-2-3-1 perfeitamente compactado e letal. A exemplo brasileiro, o recente Flamengo de Jorge Jesus muito sedento por gols, objetivo, de pressão a todo tempo. Mas mesmo com todos esses estilos, a semelhança mais latente entre todos é a vontade, a intensidade que cada técnico consegue extrair de seus jogadores.

            Indo na contramão agora, acho que um exemplo claro é o Palmeiras do desempregado Mano Menezes, uma ótima equipe, com peças e mais peças de qualidade do gol ao ataque (ataque nem tanto, vide Borja e Deyverson que só Deus na causa), mas que não é intensa, que joga com preguiça, apático, principalmente após perceber que o título não sairia das mãos rubro-negras.

            Agora uma crítica a grande parte dos técnicos brasileiros: Não é necessária uma equipe espetacular e acima da média para ser intenso e jogar com vontade. Para exemplificar usarei o Fortaleza de Rogério Ceni que atingiu seus objetivos na temporada. Uma equipe extremamente limitada, com pouquíssimas peças de qualidade, mas que dentro de sua proposta de jogo, é muito intenso. E quebra um paradigma de que para ser intenso precisa jogar sempre pra frente e pressionando, pois, é uma equipe que entende suas limitações, joga no contra-ataque, mas que, adepta desse modelo de jogo, não falta vontade e intensidade quando vai ao ataque ou para se defender na sua marcação baixa.

            Haverá divergências de opiniões quanto aos exemplos citados nesse texto, mas fica claro que qualquer que for os objetivos e o elenco disponível, o futebol moderno exige intensidade e vontade além do fator tático para se ter sucesso. E de brinde, as equipes que conseguem implantar isso em seu jogo, ganham o coração e apoio do seu torcedor mais fácil, porquê vamos ser sinceros, nada pior que ver seu time seu time apático e sem raça, e quase tão bom quanto um gol, é ver seu jogador dando um carrinho e vibrando como se tivesse marcado o gol da vitória.

Foto: Paul Child/Reuters.

Por: Wendel Ortolan
Instagram: @wendelortolan 

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